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Felicidade nas organizações - por onde começar

  • Foto do escritor: Célula 21 Comunicação e Marketing
    Célula 21 Comunicação e Marketing
  • 11 de set. de 2024
  • 3 min de leitura

No artigo Ciência como base para a Felicidade e o Bem Estar escrevi que organizações e governos já têm informações suficientes para saber por onde começar planejamentos de potencialização do bem estar e da felicidade e dei algumas dicas para os leitores. Hoje quero trazer aqui uma indicação de caminho para as organizações que querem iniciar um trabalho nesse sentido baseado nas ciências da felicidade.


O primeiro ponto, ao meu ver, é definir o que é felicidade no contexto da organização. Não existe na ciência uma definição única para este termo. Algumas que me agradam muito, apenas para efeito ilustrativo aqui, são elas:


● “manter uma relação positiva com a vida “apesar de””, de Frédéric Lenoir (filósofo francês contemporâneo),

● “maximização de emoções positivas e minimização de afetos negativos”, de Aristipo (435 a.C. - 356 a.C.), e

● “experiência de contentamento e bem-estar combinada à sensação de que a vida vale a pena”, de Sonja Lyubomirsky (psicóloga e prof. na Universidade da Califórnia)


Gosto delas pois não ignoram afetos negativos e, para mim, a felicidade é, no “balanço final”, sentir-se bem com a própria vida. Todos teremos momentos ruins, sentimentos que não queremos ter, pensamentos desagradáveis, mas ainda assim, podemos ser felizes. É interessante também o construto do Prof. Richard Davidson: “habilidade que pode ser aprendida, treinada e desenvolvida“, principalmente pela auto responsabilidade contida nele. Seja qual for a sua definição, ela será o guia do seu plano de felicidade corporativa e, falando em corporações, algumas palavras e expressões que podem estar contidas no seu construto são: engajamento, contentamento, afetos positivos, saúde mental, segurança psicológica, senso de pertencimento, dentre outras.


A partir daí, minha dica é revisitar ou tirar um tempo para pensar no propósito da organização. Seu motivo de existir. O famoso “Why” do Golden Circle de Simon Sinek


Algumas perguntas que podem auxiliar neste processo são:

● O que temos e/ou fazemos de melhor? O que nos difere das outras empresas do mercado?

● O que os diversos stakeholders precisam/ querem? O que o mundo precisa?

● Como geramos receita?


Propósito e significado são fatores base para a felicidade. A partir deles é possível fazer a ressignificação até mesmo dos trabalhos mais repetitivos, aumentando o engajamento dos colaboradores e de outros stakeholders que se identifiquem com a causa da empresa.


O terceiro passo pode ser olhar para a cultura da empresa: como as pessoas agem dentro dela? Quais são seus valores? O que norteia as decisões que precisam ser tomadas? E entender como ela potencializa o propósito e como se relaciona com o construto de felicidade que foi criado. Propósito e cultura são, na minha opinião, dois fatores de grande influência para o sucesso do plano de felicidade corporativa.


Para começar a pensar nas ideias que irão compor o plano é importante saber como a empresa se encontra hoje dentro do construto definido e quais são as metas a serem alcançadas. Para o primeiro ponto, pesquisas quantitativas e qualitativas, com validação científica, estão disponíveis no mercado. Para a definição de metas é importante entender o que a empresa está realmente disposta a mudar, pois só assim serão traçadas metas realistas.


Na fase de ideação um fator que ajuda muito é o benchmarking com outras empresas que já fazem um trabalho pela felicidade de quem trabalha. Não é garantido que o que funciona em uma empresa vai funcionar em outra, mas podem surgir ideias interessantes e, o mais importante, pode-se aprender com os erros dos outros!


A priorização das ideias para definição do plano deve levar em consideração as metas propostas, o orçamento disponível, os demais recursos necessários e a não sobrecarga da atenção dos colaboradores com uma grande quantidade de novas ações. É melhor começar pequeno, quase imperceptível, do que ser mais um peso no dia a dia das pessoas.


Saiba ainda como medir o sucesso de cada iniciativa e esteja preparado para adiar, modificar ou até mesmo abortar ações que não tenham o resultado alinhado aos objetivos.


Errar é humano, permanecer no erro é que não dá! Se for possível testar as ideias com grupos pequenos antes da implantação para toda a empresa, essa pode ser uma boa estratégia. Não se esqueça que o plano de felicidade tem um potencial enorme de mudar a vida de todos os colaboradores e o nosso objetivo é que seja para melhor, mas se não realizado com muita responsabilidade pode ter efeito contrário!

 
 
 

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